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O que os pais mais valorizam nas escolas? Estudo indica que 41% dos pais consideram o relacionamento próximo com a escola o principal motivador para manter seus filhos na instituição.

 

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Ter um relacionamento próximo e participativo com a escola é o aspecto mais importante para 41% das famílias na relação com a escola dos seus filhos. Isso é o que mostra uma pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Escolas Exponenciais e que ouviu 150 mil famílias de todo país sobre o que elas esperam da escola e o que mais desgasta na relação deles com as instituições de ensino.

O segundo e terceiro fatores de influência que os pais mais valorizam nas escolas foram o fato de a escola propiciar uma excelente educação quanto a valores morais e éticos – escolhido por 34% deles -, e o cuidado e atenção pessoal com os filhos, selecionados por 34%. Outros motivos também apontados como relevantes foram: a localização próxima de casa ou do trabalho (27% dos pais) e informações frequentes sobre as atividades pedagógicas, por 21% deles.

Para Vahid Sherafat, CEO e fundador do ClassApp e idealizador Escolas Exponenciais, as conclusões da pesquisa mostram que as escolas vão precisar repensar as formas de se relacionar, comunicar e se envolver com os pais.

“Muito além das questões pedagógicas, os pais esperam uma maior proximidade das instituições, o que passa por uma comunicação direta e próxima entre as duas partes. Isso é ainda mais importante para aqueles pais da geração Y, que começam a ter seus filhos ingressando nas escolas e exigem que os colégios repensem formas mais eficientes de engajá-los”, afirma.

Segundo dados do estudo, o relacionamento próximo e participativo da escola com as famílias dos alunos chega a ser quatro vezes mais eficaz, do que a qualidade do material didático.

 

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A pesquisa mostrou ainda que o cuidado e a atenção pessoal com o aluno e a comunicação assertiva junto aos pais têm o dobro da importância para as famílias, se comparado a infraestrutura de ensino.

 

 

Desgastes

A pesquisa também investigou quais são os motivos que mais desagradam os pais e que desgastam a sua relação com a escola. A localização distante da casa da família, ou do trabalho dos pais, foi citada por 20% dos respondentes como o aspecto com maior potencial para motivar uma troca de escola. Esse item, inclusive, chega a ser três vezes mais importante do que a compatibilidade ideológica com os valores da instituição.

O segundo item que mais traz insatisfação para os pais é a falta de investimento em melhorias e inovação (a escolha de 18%).

O terceiro ponto mais escolhido é o fato de os profissionais que atuam diretamente junto aos seus filhos não permitirem um nível de interação satisfatório (apontado por 17% dos respondente). Isso acontece pois, normalmente, eles não têm contato direto com professores e educadores que atuam com os filhos.

 

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Outras razões também apontadas pelos pais como fator preponderante de insatisfação em relação à escola (quarto e quinto lugar respectivamente) foram: atividades pedagógicas pouco divulgadas ou com informações incompletas (15%) e motivos relacionados à busca por performance nos vestibulares (15%).

 

 

Sherafat ressalta que os resultados indicam que os pais modernos esperam que as escolas particulares ofereçam mais do que uma educação de qualidade e que estejam engajadas na formação de seus filhos de forma integral.

“Como, cada vez mais, os pais trabalham fora, as escolas adquiriram um papel ainda mais importante na parceria que eles têm com as famílias na formação dos filhos, sob todos os aspectos. Fica claro que os pais esperam que as instituições compartilhem da responsabilidade de transmitir valores, e de cuidar dos filhos de uma forma geral – o que interpretamos como uma consequência do mundo moderno”, diz.

No ano passado, a primeira edição da pesquisa contou com a participação de cerca de 27 mil pais de alunos de escolas particulares de todo país e trouxe o cuidado e a atenção pessoal como o item mais importante na hora de escolher uma instituição de ensino para matricular seu filho, para cerca de 82% dos participantes.

 

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Pais satisfeitos

Apesar de exigentes quanto ao relacionamento e ao retorno recebido das instituições, a pesquisa mostra que os pais de alunos estão, de maneira geral, satisfeitos com a rede privada. 96% dos pais fazem uma avaliação positiva da qualidade de ensino oferecida, sendo que 18% o classifica como bom, 44% como ‘muito bom’ e 34% como ‘excelente’.

No entanto, a possibilidade de, eventualmente, precisar fazer uma troca, permanece presente. Atualmente, 20% das famílias que têm filhos matriculados na rede privada cogitam trocá-los de instituição em algum momento. A alternativa planejada na maioria dos casos seria uma outra escola particular, já que apenas 15% dos respondentes estudam matricular seus filhos na rede pública de ensino.

 

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Outras conclusões trazidas à luz pela pesquisa são que instituições de pequeno porte têm, proporcionalmente, pais mais satisfeitos do que as escolas médias e grandes: a porcentagem de pais detratores nas escolas médias (8,5%) e grandes (9,4) é duas vezes maior que nas escolas pequenas (4,4%).


Depoimentos

Uma das mães que participou da pesquisa foi a empresária Cristiane Regina Rigon Ichano, mãe da Valentina, de sete anos, que estuda em um Colégio particular de médio porte, localizado em Limeira (SP). Ela faz parte do percentual de pais que consideram o relacionamento e os valores morais e éticos como os fatores mais importantes na hora de escolher uma instituição de ensino. “Acho essencial que a escola tenha um relacionamento próximo conosco e que preste este apoio à família na educação de valores morais e éticos. Eu espero que a escola onde meu filho estuda não ensine apenas contas de matemática e regras de ortografia, e sim ajude em todos os aspectos da sua formação humana. Cuidados com saúde, higiene oral, educação interpessoal, etc. Tudo isso também é papel da escola”, opina.

A exemplo do que ocorre com 55% dos pais, para Cristiane, o que mais desgastaria sua relação com o colégio não seriam motivos financeiros.

“Foi pensando na qualidade e na segurança que a escola nos passou que fizemos um esforço para caber no orçamento. Hoje, o que me faria cogitar trocá-la de escola seria se eu sentisse que havia falta de investimento em melhorias e inovação”, acrescenta.

Já a professora de balé, Vanessa Cristina Chieus Dainese, de 42 anos, mãe de uma adolescente de 15 anos, classifica como essencial que a escola participe da formação do aluno como pessoa, transcendendo a educação formal e os conteúdos tradicionais. “Conto com a escola para ensinar também as coisas da vida, os valores morais e éticos, importantes para a formação de qualquer ser humano. No entanto, acredito que também é essencial que não haja uma doutrinação ideológica por parte das instituições. Eles devem sim expor as múltiplas abordagens e diferentes opiniões sobre os assuntos contemporâneos, de modo a criar o debate, mas nunca impor um ponto de vista único. Neste processo, cabe aos pais acompanharem de perto para não permitir que isso aconteça”, comenta.

Quando respondeu a pesquisa, no ano passado, a filha de Vanessa cursava o Nono ano do Ensino Fundamental de um Colégio de grande porte de Americana (SP). Também em linha com os resultados gerais da pesquisa, Vanessa considera extremamente importante que as escolas dediquem tempo e esforço para exercer “cuidados pessoais e atenção individualizada às crianças, já que cada uma apresenta características e necessidades distintas”, pondera.

 

Metodologia

Realizada no segundo semestre de 2018, a pesquisa, com margem de confiabilidade de 99%, contou com a participação de pais de alunos de escolas de ensino infantil, fundamental e médio de todo país. Ela propôs que os participantes apontassem, entre 18 alternativas, quais seriam para eles os principais motivos pelos quais considerariam manter seus filhos na mesma escola no ano letivo seguinte.

Confira abaixo outras conclusões da pesquisa:

  • Para os pais, a característica que melhor representa a escola de seus filhos é o comprometimento com o ensino (47%), seguida da humanização (31%);
  • 88% dos pais que responderam a pesquisa consideram que a escola onde seus filhos estudam valoriza genuinamente a relação com os pais dos seus alunos;
  • Em 91% dos casos, os pais ou responsáveis pelo aluno são os tomadores de decisão sobre as questões educacionais e escolares do mesmo;
  • Para mais da metade dos pais (55%), as questões financeiras não são as mais importantes no momento de tomar a decisão de manter os filhos na mesma escola;
  • No entanto, entre os pais que cogitam trocar os filhos de escola por motivos financeiros, 47% buscam escolas com mensalidades mais baratas e 39% buscam uma negociação com a escola atual;
  • 72% dos pais se sentem suficientemente informados sobre os progressos e desafios de seus filhos na escola;
  • Na comparação por segmento, o ensino médio conta com o pior desempenho junto aos pais de alunos, sendo a categoria que tem a maior taxa percentual de pais insatisfeitos: 12%. Na outra ponta, estão os cursos livres que, segundo a pesquisa, concentram a maior porcentagem de pais promotores: 82%.

Sobre o Escolas Exponenciais: líder nacional em pesquisa e apoio estratégico para instituições de ensino, a empresa nasceu como spin-off do ClassApp – referência em comunicação escolar -, e se propõe a empoderar líderes de empresas que atuam no setor de Educação com ferramentas e insights necessários para uma evolução no setor.

 

Através dessa pesquisa, o Blog – em parceria com a ClassApp – tem ajudado as escolas a responderem quais são as expectativas dos pais em relação à escola. Confira nesse outro artigo o que eles esperam dessa parceria e como alinhá-la.

 

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