O Covid-19 criou novos desafios para o Brasil e para o mundo, principalmente no que toca a vigilância sanitária, higienização e logística dos serviços e da vida de todos nós. Então, como lidar com aglomerações e uso do dinheiro em espécie na cantina escolar?
Confira algumas dicas que nosso parceiro Nutrebem preparou sobre o assunto e prepare sua escola para receber novos alunos!👇
Tenho uma cantina escolar: o que preciso saber?
A ANVISA, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades estrangeiras relacionadas ao controle sanitário de alimentos, como nos Estados Unidos e na Europa, indicam não haver evidências de contaminação pelo novo coronavírus por meio dos alimentos.
No entanto podem existir outros veículos de transmissão do COVID-19 durante os períodos do recreio e almoços na cantina escolar:
- Confecção dos alimentos;
- Venda dos alimentos;
- Entrega dos alimentos.
É essencial garantir um seguimento fiel às Boas Práticas de Fabricação e de Manipulação de Alimentos disponibilizado pela ANVISA, assim como às Recomendações e Cuidados para Reabertura Segura de Bares e Restaurantes Diante da Crise disponibilizado pela ABRASEL.
Para os funcionários
O bem-estar dos colaboradores é de extrema importância e a cantina escolar deve implementar procedimentos específicos para a avaliação do seu estado de saúde e caso algum dos colaboradores apresente sintomas compatíveis com os da contaminação do COVID-19 deve ser afastado de suas atividades e seguir as recomendações das autoridades de saúde.
Deve também existir um espaçamento físico entre os colaboradores e, caso seja necessário, a cantina deve criar uma maior divisão dos turnos de trabalho para garantir uma separação mínima de 1 metro entre colaboradores.
A higienização regular das mãos segue sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de transmissão e de contaminação pelo COVID-19. Os colaboradores devem lavar as mãos com frequência ao longo do dia, para isso é importante que a cantina escolar esteja equipada com locais específicos para lavagem de mãos (água, sabonete líquido e álcool gel). A secagem das mãos deve ser feita por meio de papel não sendo permitido o uso de toalhas de tecido e a lixeira não deve ser de acionamento manual.
A higiene pessoal também é chave para evitar a transmissão do COVID-19: banhos antes do início da jornada e uniformes limpos para cada turno devem ser disponibilizados – todos os elementos de proteção devem ser trocados diariamente ou limpos/lavados caso não sejam descartáveis.
O uso de máscaras pelos colaboradores é recomendado, mas lembre-se que deve ser realizada a troca da máscara no mínimo a cada 4 horas de trabalho ou sempre que necessário.
Ambiente, Equipamentos e Utensílios
Deve ser feito de forma rigorosa, frequente e sistematizada a higienização dos ambientes utilizados por colaboradores, funcionários da escola e alunos, assim como equipamentos e utensílios.
É importante repensar na adequação das suas instalações para essa nova realidade, sendo necessário manter uma separação mínima de 1 metro entre cadeiras ocupadas ou 2 metros entre mesas.
Nas filas é importante promover o distanciamento de 1,5 metro entre alunos, colaboradores ou funcionários da escola, podendo utilizar marcações no chão caso seja mais fácil.
Na entrada da cantina escolar disponibilize álcool em gel 70% para desinfecção das mãos, todas as lixeiras devem ter tampa e não devem ser de acionamento manual.
Se possível dê preferência à ventilação natural do espaço da cantina.
Controle a entrada e saída dos utilizadores da cantina para evitar aglomerações. Uma boa maneira de se fazer isso é reduzir o tempo de recreio para se reduzir o número de alunos de cada intervalo. Se antes o intervalo era de 20 minutos para 9 turmas, agora pode ser de 7 minutos para apenas 3 turmas.
Organização de Ambiente e Pagamento
Cada cantina escolar está adequando-se de acordo com a sua realidade e as recomendações das instituições competentes que acompanham a evolução da pandemia e atualizam constantemente suas orientações de acordo com cada circunstância.
Algumas iniciativas estão sendo implementadas em vários setores do comércio e estão se tornando padrões sanitários para o relaxamento gradual da quarentena.
O momento de pagamento aumentará o contato entre os seus colaboradores e os utilizadores da cantina, por isso devem ser tomados alguns cuidados extra como:
- Organizar a fila de pagamento para garantir o distanciamento entre as pessoas de acordo com indicações da OMS;
- Criar um fluxo de retirada de pedido e retirada do lanche para as crianças
- Evitar, ao máximo, pagamentos em dinheiro que oferecem maior risco de contaminação;
- Instalar, se possível, uma barreira de acrílico no caixa e colocar um recipiente de álcool em gel 70% perto do caixa/balcão para os alunos e funcionários da escola.
Manuseamento de dinheiro vivo = maior risco de transmissão?
Apesar da Organização Mundial da Saúde sugerir que não existe evidência direta entre a utilização de dinheiro vivo (notas e moedas) e transmissão do COVID-19, um artigo publicado pelo Governo do Estado de São Paulo defende que:
“As cédulas de papel têm inúmeras bactérias. Elas podem causar diarreia e infecções na pele. As moedas, por outro lado, conseguem carregar doenças virais que geram também diarreia, chegando até gripes e resfriados”. Pela incerteza das autoridades de saúde, é melhor evitar.
O incentivo à compra de lanches e almoços na cantina escolar através de meio de pagamento digital pode ser uma forma eficiente de evitar o manuseio do dinheiro por parte dos alunos, funcionários da escola e os seus colaboradores.
Olhamos o que grandes empresas de alimentação estão fazendo de forma a permitir o uso de terminais e quiosques nos seus estabelecimentos. O McDonald’s, como exemplo de cuidado com os clientes, lançou uma série de recomendações internas para o uso dos seus quiosques tal como disponibilizar álcool em gel 70% para que os clientes possam higienizar as suas mãos antes de utilizar o terminal, garantir o distanciamento entre clientes na fila e aceitar apenas pagamentos por cartão.
Tenho uma cantina: como me reinventar?
Seguindo os passos de outros países, muitas escolas brasileiras estão considerando a possibilidade dos alunos consumirem suas refeições dentro da sala de aula, o que representa um desafio e uma necessidade de reinventar a forma como a cantina escolar opera o seu serviço.
Baseado na Cartilha Delivery elaborado pela Galunion, Consultoria renomada de Foodservice, seguem algumas ideias que podem ajudar na adaptação a este novo “normal” da cantina escolar.
O que diferencia você e o seu serviço?
Com as refeições sendo feitas na sala de aula o aluno terá 2 opções: levar lanche/almoço de casa ou comprar/contratar um serviço da cantina.
Como você pode garantir que os alunos e os pais seguirão comprando na sua cantina escolar ao invés de levar de casa?
Tenha em mente toda a jornada do seu consumidor e o que pode ser apelativo para o aluno/pai nessa mudança de realidade e transmita os cuidados que está tomando na sua cantina para deixar os alunos seguros.
- Como o lanche pode ser comprado na cantina em segurança?
- Que alimentos os alunos gostam e os pais aprovam?
- Como você pode entregar o lanche na sala de aula de forma divertida e diferenciada?
Pontos como esses ajudarão você a manter a fidelidade dos alunos e dos pais. É melhor passar a imagem pelo excesso de cuidados!
Como está a oferta do seu cardápio?
Organize a sua oferta e não tenha muitos itens no cardápio, já que é possível aproveitar esse momento para evitar desperdício alimentar. Tenha um cardápio enxuto e favoreça a escolha dos produtos nutritivos.
Identifique o que vende bem e o que é bem aceito pelos responsáveis dos alunos para que o lanche na cantina escolar seja preferido ao lanche de casa.
Olhe as receitas dos produtos que irá incluir no cardápio, assim como o seu processo de preparação/confecção e identifique se precisarão ser adaptados para serem servidos nas salas de aula garantindo a sua qualidade e frescor. Por exemplo, pré-aquecer sanduíches, comprar novos recipientes para transporte de sucos caseiros ou alimentos com molho, preparar ingredientes, etc.
O exemplo de outros países
Existe melhor forma de nos prepararmos do que olhar o exemplo de quem já está vivendo aquilo que nos espera? Vários países Europeus, assim como os Estados Unidos já estão gradualmente abrindo as suas escolas e a lidar com os desafios da produção e distribuição de alimentos.
Portugal
Portugal foi um dos países Europeus menos afetados pelo COVID-19 mas nem por isso está relaxando nas recomendações feitas para as escolas que estão reabrindo. A Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares recomenda privilegiar pagamentos e outros procedimentos administrativos por meio digital, evitando o manuseamento de dinheiro.
Caso seja possível utilizar refeitórios por serem espaços grandes onde o distanciamento dos alunos pode ser mantido, os períodos de almoço e lanche devem ser desfasados entre turmas evitando a concentração dos alunos.
Qualquer utilizador do refeitório deve lavar ou desinfectar as mãos antes e depois da refeição e no caso do uso de tabuleiros para as salas de aula, a entrega do mesmo deve ser feita pelo colaborador da cantina diretamente ao aluno. Os talheres e guardanapos devem ser fornecidos dentro de uma embalagem e alguns alimentos como frutas, sobremesas e saladas devem estar devidamente protegidos.
Toda a louça deve ser lavada em máquina, incluindo os tabuleiros, as mesas devem ser higienizadas após cada utilização, devem ser retirados artigos decorativos das mesas e assegurar uma boa ventilação e renovação do ar dos espaços utilizados.
Estados Unidos
A CDC (Centers for Disease Control and Prevention) lançou recentemente orientações para a reabertura das escolas K-12, onde foi feita a recomendação do uso de máscaras de pano a todos os alunos, funcionários da escola e colaboradores da cantina.
As escolas também estão sendo orientadas a evitar o uso de áreas e espaços de convívio comum, o que inclui refeitórios e recreios.
No que toca a lanches e refeições dentro da escola, as crianças estão sendo recomendadas a levar o as refeições de casa ou a cantina a providenciar lanches/almoços servidos de forma segura e higienizada, a serem distribuídos diretamente a cada aluno na sala de aulas.
Orientações para cantina escolar da OMS
A OMS (Organização Mundial da Saúde) também publicou algumas orientações gerais sobre refeições escolares que incluem: a lavagem frequente das mãos por parte de todos os colaboradores da cantina, higienização de todos os equipamentos de preparação de alimentos, talheres, pratos e tabuleiros, assim como a elaboração de um plano de distribuição de alimentos que diminua o contato entre pessoas. O desfasamento do horário de lanche/almoço das diversas turmas deve ser implementado para evitar grandes ajuntamentos de alunos e funcionários da escola.
Estamos juntos, agora e sempre – conte com o nosso time para te apoiar na reabertura da sua operação de alimentação escolar!
A Nutrebem é a conta digital para a digitalização da cantina escolar. Para mais informações, acesse o site.
Referências:
IASC – Interim Guidance for COVID-19 prevention and control in schools (UNICEF, WHO, IFRC)
CDC – Considerations for Schools – COVID-19