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O cuidado com a saúde mental das crianças e adolescentes se intensificou com a retomada das aulas presenciais. No Brasil, casos envolvendo crises de ansiedade e depressão se tornaram mais frequentes no primeiro semestre deste ano. Por isso, é cada vez mais importante saber os sinais que a escola e os educadores os educadores devem observar nos alunos.

“Acredito que as escolas devem ser vistas como um espaço de cura, que previne, percebe e encaminha. Quando a escola faz isso, ela está entendendo a sua função a respeito do assunto de saúde mental”, afirma Carolina Campos, fundadora e diretora executiva do Vozes da Educação, que participou de um evento sobre essa temática.

Confira quais comportamentos os educadores devem prestar atenção para ajudar na prevenção de crises, conforme aponta a profissional:

  • Mudanças repentinas de humor e comportamento;
  • Tristeza que perdura por muitos dias ou semanas;
  • Falar ou brincar sobre autolesão;
  • Autolesão;
  • Mudanças físicas inexplicáveis, como perda ou ganho de peso;
  • Queda repentina no desempenho escolar;
  • Mudanças nos hábitos sociais, como afastamento ou isolamento de amigos e familiares;
  • Incapacidade de realizar tarefas diárias (como higiene e autocuidado básico);
  • Ameaças verbais e agressividade repentina;
  • Dormir muito ou pouco;
  • Ter dores inexplicáveis e/ou constantes;
  • Agitação, inquietação, angústia ou comportamento de pânico;
  • Falar ou escrever sobre cometer suicídio;
  • Expressar sentimentos de fracasso, inutilidade ou perda de esperança;
  • Atrasos ou faltas frequentes;
  • Não querer fazer atividades físicas.

 

Drauzio Varella reforça a importância de os educadores estarem atentos aos alunos

Em entrevista ao Escolas Exponenciais, o médico Drauzio Varella fez um alerta para as escolas e as famílias ficarem atentas aos sinais de depressão e ansiedade nas crianças e nos adolescentes. 

Segundo o médico, esses foram os principais transtornos psiquiátricos manifestados pelo público infantil após o retorno das aulas presenciais.

Por isso, ele recomenda aos educadores e aos gestores observarem às mudanças de comportamento. “O aluno que era bom aluno e, de repente, começa a ir mal na escola, se afasta dos outros, tem uma mudança no comportamento importante… Isso tem que ser reconhecido rapidamente. Os professores têm que ser orientados para isso e as famílias também”, declara. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

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