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Os protocolos sanitários, o distanciamento físico dos amigos e o uso constante da máscara não foram empecilhos para Gabriela Maruci, de 17 anos, quando a estudante soube que a escola retornaria com as aulas presenciais. Na verdade, poder estar novamente na instituição de ensino foi motivo de alegria para a jovem e uma maior motivação nos estudos.

“O que mais me motivou foi pensar que as aulas voltariam presenciais, mesmo com todos os protocolos. O ambiente escolar me motiva a ficar focada nas aulas, é um lugar no qual eu sei que é a hora de estudar para o meu futuro”, afirma Gabriela, que está no 3º ano do ensino médio.

O atual cenário, com o retorno gradativo das aulas e o avanço da vacinação no país, é o que tem motivado Alice Dellapiazza, de 16 anos, em relação aos estudos. “Na escola em que estudo há um sistema de revezamento, com todos os protocolos de distanciamento. Também há professores e pessoas da coordenação que sempre estão nos ajudando e proporcionando o máximo de motivação para nós, adolescentes, passarmos por esse período, o qual tenho certeza que seria cheio de abraços, experiências e oportunidades antes da pandemia chegar”, ressalta Alice, aluno do 2º ano do ensino médio.

Em 2020, 54% dos alunos estavam desmotivados para estudar
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em setembro de 2020, 54% dos alunos estavam desmotivados para estudar. Os dados foram coletados a pedido da Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures.

Aluna de uma escola particular, Gabriela Maruci, de 17 anos, conta que durante as aulas on-line, sua maior desmotivação era a falta de contato com os professores e amigos. “Também não consigo ter um cronograma de estudos, sem contar que meu rendimento não é o mesmo das aulas presenciais”, pontua. 

Ainda segundo a jovem, conseguir manter o foco no ensino virtual também é um grande desafio. “Desde o começo da pandemia e os estudos remotos, a parte mais desafiadora foi com certeza nos estudos, já que em casa qualquer coisa que acontece eu paro para ver e, para mim, casa é um lugar de ‘descanso’ e assim não me concentro nas aulas”, justifica.

Manter a concentração nas aulas on-line também não foi tarefa fácil para a estudante Alice Dellapiazza, de 16 anos. “É muito difícil ficar olhando por muito tempo, de segunda a sexta, para o computador desde as 7h até as 17:30, horário da escola que estudo. Assim, acabo perdendo o foco, e mexendo no celular, por exemplo, ou apenas parando de absorver o conteúdo. Com isso acabo perdendo partes da matéria e me pressiono por não ter prestado atenção antes”, desabafa.

Para Alice, o que a deixou mais desmotivada em 2020, foi perceber que a pandemia se estenderia e o distanciamento da escola, dos amigos e professores teria um longo e indeterminado prazo. “Eu, que tenho dúvidas em relação ao futuro curso de graduação, fiquei perdida e desmotivada pois não sabia e ainda não sei como tudo isso será daqui alguns anos”, completa. 

 

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