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No Brasil, há 557 mil professores atuando na educação infantil, sendo que somente 3,4% desses docentes são homens. Os dados são do último Censo Escolar, divulgado em 2017, e evidenciam que a presença feminina ainda é majoritária nos anos iniciais. Entretanto, aos poucos diversas escolas têm buscado equilibrar essa disparidade, com o intuito de ampliar o círculo de convivência das crianças, proporcionando um aprendizado com maior diversidade.

André Pereira Teixeira Fernandes, de 34 anos, faz parte desse pequeno grupo de homens que é docente na educação infantil. Fernandes, que é professor de música no Colégio Passo Certo, localizado em Cascavel (PR), conta que sempre recebeu apoio para lecionar nos anos iniciais, tanto das famílias dos alunos quanto da própria instituição. “O ambiente escolar, o carinho dos alunos, os desafios diários… tudo isso é motivador”, afirma.

Fernandes conta que a paixão pela educação sempre esteve presente em sua vida. Ele é neto, filho, irmão e companheiro de professores. “Sempre gostei de ensinar. Vocação da família, onde minha avó era professora e me alfabetizou, meu pai sempre foi professor de música, minha mãe é pedagoga e meu irmão mais velho atua na área da educação profissionalizante. E por fim, tenho um relacionamento de 12 anos com uma professora de neurociências. Reunião de família é quase um conselho de classe”, brinca.

Como lema do dia a dia em sala de aula, Fernandes busca ser diariamente o professor que ele gostaria de ter. “Diariamente eu preciso cativar os alunos com assuntos do currículo e ao mesmo tempo trazer esses conteúdos para a realidade deles. Hoje com a geração do imediatismo, as crianças perdem o interesse rapidamente e é preciso ter a arte do improviso na ponta da língua. E é claro, o principal… quando um professor da E.I. entra em sala de aula, ele precisa lembrar da idade dos alunos e se tornar uma criança também para a aula fluir”, explica.

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