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Aos 26 anos, Marina Noda Zanotti é professora de língua inglesa para crianças de 4º e 5º ano em uma escola particular na cidade de Vitória (ES). Atuando na educação desde 2018, Marina conta que já entrou na faculdade com o anseio de fazer a diferença na vida dos alunos que um dia ela sonhava em dar aulas. “Independente da disciplina, eu queria fazer a diferença na vida dessas crianças. Criar novas possibilidades e oportunidades para o futuro desses pequenos seres”, lembra.

A professora conta que, quando pensava no futuro, ela sempre se projetava em uma sala de aula, cercada por crianças. “Elas me motivam diariamente a continuar. Me motivam quando perguntam sobre uma palavra que encontraram em uma música e ainda não sabem o significado, me motivam quando confiam em mim para contar um segredo ou um fato que alegrou/chateou em seu dia, me motivam quando vejo o avanço em sua aprendizagem, me motivam quando me encontram na rua e gritam meu nome, me motivam quando têm dúvidas e me fazem buscar aprender sempre mais”, ressalta.

Marina acredita que o fato de ser jovem não aumenta o desafio de atuar em sala de aula. Ao contrário: a professora acredita que há algumas vantagens. “Os desafios da sala de aula existem independentemente da idade do professor. No meu caso, a minha idade influenciou na opinião de dois pais por questionarem a minha experiência. Ainda assim foi algo pontual e não se repetiu, pelo contrário, por conta da idade temos uma facilidade diferenciada para trabalhar com as novas plataformas de ensino e ter um conhecimento maior acerca de propostas de ensino mais atualizadas, visando o aluno como centro do aprendizado”, pontua.

Atualmente, o que a professora almeja para o futuro é o reconhecimento da profissão. “Sonho com condições de ensino de qualidade iguais para todos. Sonho com a diminuição desse abismo educacional que se agravou ainda mais com a pandemia. Sonho que os nossos alunos possam realizar seus próprios sonhos”, reflete.

Dificuldade – O professor de ciência Leandro Rossini Dias, de 30 anos, leciona desde 2017. O desejo em atuar na área surgiu a partir da vontade de fazer o mundo um lugar melhor. “Sendo professor, somos responsáveis por grande parte da construção pessoal de cada um de nossos alunos, trocando ensinamentos e exemplos. Servimos como modelos para nossos alunos e, essa missão é de extrema responsabilidade com cada cidadão que ajudamos a construir”, afirma.

Para Dias, uma das dificuldades enfrentadas pelos educadores mais novos é a competitividade no mercado de trabalho, com professores mais experientes. “Existem muitos professores com muitos anos de experiência e, consequentemente, uma bagagem muito grande. Em uma seleção para entrar no mercado de trabalho, profissionais mais novos tem maior dificuldade”, explica.

Motivação – Uma das maiores motivações do professor de oficina de leitura e redação e de língua portuguesa Eduardo Silveira Barboza, de 26 anos, é saber que está contribuindo para a formação de um cidadão crítico. “Não sonho apenas em ver os alunos somente passando no vestibular. Quero ver que eles estão felizes, não aquela felicidade supérflua, mas aquela que vem de dentro, que é plena. Quero que eles olhem tudo de forma crítica, acolham as coisas que estão em volta e sejam fortes o suficiente”, enfatiza o educador, que leciona há quase três anos.

 

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