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Com o objetivo de retomar o nível de aprendizagem dos alunos que foram prejudicados pela pandemia, escolas privadas têm investido em projetos de testagem diagnóstica e no uso da tecnologia. O colégio Unificado, localizado em Porto Alegre, é uma das instituições que recorreu às avaliações personalizadas para analisar os estudantes da 3ª série do ensino médio

O intuito é criar um relatório individual, identificando os alunos que estão com mais dificuldade e, então, fazer encaminhamentos para monitorias temáticas, visando a retomada de assuntos específicos. A proposta busca possibilitar que o aluno, em período mais curto possível, consiga acompanhar o nível de conhecimento dos colegas de classe.

No colégio Leonardo da Vinci, unidade Beta, também em Porto Alegre, a partir de análise diagnóstica personalizada, os alunos que apresentam déficit de aprendizagem estão sendo direcionados para atividades específicas nos diferentes ambientes da escola.

Além disso, no contraturno, eles ainda participam de mentorias e grupos de estudos. Durante todo processo, os estudantes são acompanhados por professores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais. 

A diretora do colégio, Marcia Andrea Schmidt, explica que o projeto foi criado neste ano, focando na redução de uma possível perda de aprendizagem provocada pela pandemia.

“A avaliação diagnóstica se tornou ainda mais importante. Implantamos esse novo projeto que contempla também a partilha das dificuldades e lacunas de cada aluno juntamente às famílias e aos responsáveis. Após o período de isolamento, a parceria família e escola ganhou ainda mais força”, completa.

Tecnologia para reverter queda de aprendizagem

A Gestão do Sistema de Ensino do Grupo Raiz Educação, que possui mais de 30 escolas em diferentes estados do país, tem apostado nas novas tecnologias de aprendizagem para reverter o quadro de déficit de aprendizagem ocorrido durante o período pandêmico.

Para isso, uma das iniciativas foi a implantação de uma nova plataforma de aprendizagem, a Raiz Play, que conta com espaços virtuais para atender, de forma individualizada, os estudantes.

Os alunos podem trocar informações com professores, além de ter acesso às salas de monitorias para esclarecimento de dúvidas, simulados, lista de exercícios e relatórios personalizados.

O responsável pelo material pedagógico e diretor do Raiz Sistema de Ensino, Rafael Mantovano, explica que a ferramenta possibilita ao professor perceber se o estudante sempre teve dificuldade naquela área acadêmica em que está apresentando déficit ou se pode ser alguma carência causada pela pandemia.

“A tecnologia ajuda a personalizar. Atualmente, é assim que ocorre. Na educação não é diferente. Quanto mais o professor conhecer a história de cada estudante, maiores são as possibilidades dele ser mais assertivo na retomada da qualidade de aprendizagem dele. Há alunos que apresentam déficit de aprendizagem por conta da pandemia e há outros que têm falta de interesse, também devido ao longo período de isolamento social. Com a nova plataforma, o educador pode fazer esse discernimento, a partir de uma análise minuciosa e global da vida escolar do estudante”, ressalta.

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