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Apesar de um ano escolar atípico, 2020 acelerou a transformação digital e mostrou a importância da parceria entre escola e família em tempos de isolamento social. Para 2021, mesmo em um cenário incerto, as escolas que desejam se diferenciar precisam, sobretudo, “estar muito atentas aos relacionamentos com seus públicos”, alerta José Alessandro relações-públicas especialista em comunicação e marketing educacional e fundador da ZELE Comunicação.

Mais quem são esses públicos? Todos aqueles que têm contato direto e indireto com a instituição, por exemplo, alunos, familiares, professores, funcionários, babás, universidades, sindicatos e outros. Para todos esses públicos é necessário pensar em como se comunicação de forma efetiva e apresentar a escola, não só sua estrutura física, mas também seus valores e compromisso social com a educação.

De acordo com José, uma das formas de legitimar a marca e ampliar sua percepção é através do storytelling marketing, a arte de contar histórias impactantes, que despertem emoções e atraiam o público-alvo. Ele dá um exemplo de como essa técnica pode ser aplicada na educação:

“Você tem que contar o que a sua escola está fazendo, não simplesmente mostrar […] Quando eu estou mostrando, estou dizendo “no meu colégio tem este evento para o ensino médio”, se eu estou contando, eu estou dizendo a história, “essa semana aconteceu isso no meu colégio e o Juninho foi um aluno que ficou impactado e descobriu o que ele queria”.

O storytelling, assim como outras tendências que José traz, e logo mencionaremos, em sua maioria não são coisas novas, já existiam e agora ganham um novo significado em função do momento. Reinventar foi e sempre será fundamental para sobreviver às crises.

“Você vai ter que reolhar para você, vai ter que ter consciência de quem é o seu colégio. Isso só se faz com paixão, inovação, empatia, se colocando no lugar do pai, do seu professor e tendo um relacionamento”.

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Os três segredos de ouro de comunicação e marketing educacional

O marketing nas escolas vai muito além das campanhas publicitária e vendas. Esta é uma área fundamental para o negócio, no sentido de gerenciar questões essenciais, como análise do perfil e comportamento do consumidor, análise da concorrência e criação de estratégia de atração e retenção de clientes.

Outra área importante dentro das escolas é a comunicação, responsável, principalmente, de garantir a troca de informações entre os públicos da escola e, consequentemente, estreitar relacionamentos.

Alicerçado nessas duas áreas, o fundador da ZELE Comunicação apresenta três segredos de ouro para as escolas:

1- Temos a faca e o queijo na mão

Empresas prestadoras de serviço, como é o caso das escolas, têm o cliente dentro de casa, sabe exatamente quem são e onde moram. Com o isolamento social, obrigatoriamente, a escola foi levada para dentro de casa, em um esforço coletivo para dar continuidade ao processo de ensino-aprendizado.

José considera isso como um grande diferencial competitivo, contudo, muitas escolas ainda são sabem como aproveitar essa oportunidade. “Promover uma constante política de excelência no atendimento ao cliente é uma das chaves do sucesso que a gente tem que estar de olho”, ressalta.

A excelência no atendimento, segundo ele, impacta diretamente em dois índices importantes para qualquer escola: matrículas e evasão. “Em torno de 63% da entrada de alunos novos no colégio é em função de indicação […] uma média de 68% de quem troca de prestador de serviço acaba trocando em função de um mal ou não atendimento”, explica.

2 – Comunicar

A comunicação é inerente ao ser humano e no contexto empresarial só precisa ser utilizada de forma mais estratégica. Nesse sentido, para 2021, o fundador da ZELE Comunicação destaca duas grandes mudanças que as escolas precisam ficar atentas: os canais digitais de comunicação e a escuta ativa.. 

“Sua escola tem em que usar muito mais recursos de comunicação, aplicativo, site, WhatsApp, tudo tem que ser chão fértil para a gente se comunicar, e por outro lado a escola será mais introspectiva”, ele ainda completa: “a escola tem que ser mais humana, que ela tem que ouvir o seu funcionário, o seu professor e o seu pai como indivíduo”.

3 – Emocionar

Novamente falando em storytelling, essa é uma técnica comprovadamente eficaz para despertar emoções no público-alvo. Quando isso acontece, uma conexão entre empresa e cliente é criada, de modo que ele passe a ser um advogado e defensor da empresa.

Tendências nacionais e internacionais

A pandemia acelerou a transformação digital nas escolas. Com isso, ferramentas como Zoom, Google Classroom e WordPress, pouco utilizadas ou até desconhecidas por algumas escolas, passaram a integrar a rotina de ensino emergencial remoto e devem continuar sendo utilizadas no ensino híbrido.

 Nessa perspectiva, José trouxe seis tendências na área da educação:

  • Real live marketing
  • Nova comunicação (mais vídeo e menos texto)
  • Podcasts
  • Inbound marketing
  • Tour virtual
  • Atendimento online

Mesmo que o ambiente virtual traga boas oportunidades, também é necessário acompanhar as tendências que ocorrem fora desse ambiente. Confira mais três tendências apresentadas pelo especialista em comunicação e marketing educacional:

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