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O retorno das aulas presenciais foi motivo de alívio para o aluno do 6º ano de uma escola particular de Americana (SP), Miguel, de 11 anos, que estava com ensino híbrido até o semestre passado. Entretanto, com a nova regra do estado de São Paulo, que não determina a quantidade mínima de estudantes, o garoto passou a frequentar diariamente a instituição de ensino.

De acordo com a mãe de Miguel, a pedagoga Tatiana Castro Gonzaga, de 39 anos, o filho não se adaptou às aulas on-line. “Ele sentiu a diferença do que era uma aula presencial e uma aula on-line. Ele mesmo falava que não conseguia concentrar na aula on-line. E quando ele ia para escola, ele voltava muito feliz. Ele falava que tinha entendido melhor os conteúdos”, relata.

E mesmo o aumento no número de crianças atendidas agora no presencial não abalou a expectativa que a família estava com a volta às aulas, devido a confiança nos protocolos sanitários. “Eu confio 100% na escola. Me deixa muito segura, porque quando começou o ano eles fizeram uma grande reforma, quebraram paredes de todas as salas e fizeram vitrôs por baixo das janelas para entrar ar e aumentaram o tamanho das janelas. Tem que ficar tudo aberto e não ligaram mais ar-condicionado. Optaram por ventiladores potentes”, explica. 

Em Campinas (SP), Julia, de 7 anos, também voltou para a escola nesta segunda-feira (02), após o período de férias escolares. Por já estar frequentando o ambiente escolar nos meses anteriores, a maior novidade para a família foi o aumento da capacidade de estudantes no ensino presencial. “Não me deixa insegura, fico apenas um pouco mais preocupada”, afirma a mãe de Julia, a líder de marketing criativo Núria de Oliveira, de 34 anos.

Porém, a confiança nos protocolos da escola e na responsabilidade da filha são pontos que deixaram Núria mais tranquila. “Sei que a escola está tomando todos os cuidados necessários. E também tem a Julia, que tem muito discernimento sobre o que pode ou não pode fazer. É uma criança de uma era pandêmica, então, ela sabe muito bem o papel dela e os cuidados com higiene. Tornou-se uma criança muito consciente”, conta.

Após um semestre com ensino remoto, aluna de São Paulo retoma ensino presencial nesta segunda

Anna Laura, de 9 anos, é aluna do 4º ano do ensino fundamental I do Colégio Humboldt, localizado em São Paulo. No primeiro semestre de 2020, a mãe da garota, a autônoma Carolina Selmmer, de 45 anos, conta que optou pela filha permanecer no ensino remoto por motivos pessoais e apenas na última semana de junho a menina frequentou a escola presencialmente.

“A classe dela estava frequentando três vezes por semana, porém optamos por não mandar. Ela foi só na última semana de aula para se readaptar ao ambiente escolar e ela voltou mesmo agora”, afirma.

Apesar de ter se adaptado ao ensino remoto e se mostrar mais reticente em voltar ao presencial, Carolina conta que a filha ficou contente em voltar para à escola. “Foi super bom para ela, que voltou agora feliz”, ressalta. E os protocolos seguidos pela instituição também transmitem confiança para a família, conforme explica Carolina. “Tem álcool em gel em todos os cantos, as crianças estão super bem orientadas e seguindo tudo o que precisa ser feito”, completa.

 

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