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“Acontecia muito…. Eu ia pra escola e eles ficavam me xingando… Eu ficava calada”.

Este é o relato de uma estudante de 12 anos, que cursa o oitavo ano em uma escola de Brasília, e que sofria bullying de um grupo de colegas de turma. Os xingamentos só cessaram quando os agressores deixaram o colégio. Para lidar com o estresse gerado pelos episódios, a família dela decidiu buscar acompanhamento psicológico para a jovem.

O caso não é isolado. As chacotas, brincadeiras ofensivas, intimidações e até agressões físicas que geram constrangimento, humilhação e danos à saúde emocional são frequentes nas escolas.

No dia 7 de abril, Dia Nacional de Combate ao Bullying e Violência na Escolar, o assunto ganhou destaque. A data foi criada após o Massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, ocorrido em 2011, quando um ex-aluno invadiu uma escola municipal e matou 12 alunos.

O psicólogo Rodrigo Acioli, membro do Conselho Federal de Psicologia, explica que o combate ao bullying no ambiente escolar precisa partir da formação dos estudantes para lidar com as diferenças.

Saber o que é saudável e o que não é na convivência escolar e ter liberdade para falar sobre episódios de bullying são maneiras de desconstruir essa prática, segundo Rodrigo Acioli. O psicólogo destaca ainda o papel da família, escola e comunidade nesse debate. 

Há seis anos, o país conta com o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, instituído por lei, e que prevê campanhas educativas, capacitação de docentes e assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e agressores, cabendo aos estados e municípios planejar ações preventivas ao bullying.

* Com produção de Salete Sobreira.
Fonte: Rádio Agência Nacional

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