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 A Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) lançou o documentário “Educação na pandemia – retratos futuros”, que busca mostrar diferentes realidades presenciadas por professores ao longo da pandemia. Nos últimos dois anos, as escolas foram fechadas, milhões de alunos ficaram sem aulas presencias, sendo diversos deles em situação de vulnerabilidade social. A partir deste cenário, o filme traz para o debate público uma reflexão sobre as desigualdades que se acentuaram, os reflexos na educação, bem como a falta de compromisso e de investimento do Estado para mitigar os danos.

A semente para o documentário nasceu com o I Prêmio CpE na Sala de Aula, iniciativa lançada em junho de 2021 que deu a nove professores um prêmio de R$ 3 mil reais por terem desenvolvido iniciativas e projetos de sucesso durante a pandemia. Além deles, outros dez docentes receberam menção honrosa. Ao todo, foram mais de 245 vídeos recebidos de todo o país. O empenho dos educadores e as histórias apresentadas nos vídeos motivaram a equipe da Rede a desenvolver um documentário que reunisse pesquisadores e professores para registrar a crise que se instalou na educação brasileira.

“Os educadores buscaram por si só soluções incríveis para manter os alunos engajados e aprendendo. Queremos discutir essas soluções à luz da pesquisa científica, pensando em propostas estruturantes para combater os prejuízos ocasionados pela pandemia”, destaca Marília Zaluar Guimarães, produtora do documentário e uma das coordenadoras da Rede CpE.

Financiada pela Somos Educação e o Instituto Ayrton Senna, a produção foi gravada de forma remota e também numa escola da cidade do Rio de Janeiro após o retorno presencial das atividades escolares. A perspectiva do professor, tanto sobre o ensino remoto quanto a volta presencial, é um dos destaques do audiovisual. “Ao repararmos esses prejuízos de durante a pandemia, que a gente busque também reparar os prejuízos históricos que muitos de nossos alunos já vivenciam há bastante tempo. Não é só a pandemia em si: ela veio para reafirmar essa situação”, comenta a professora de história Francilda Fonseca, uma das ganhadoras do I Prêmio CpE na Sala de Aula.

 *Com informações da Ciência para Educação

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