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Com o avanço das tecnologias, a disseminação do uso das redes sociais e até mesmo devido às aulas remotas, o mundo virtual passou a fazer parte da vida até mesmo das crianças. Nesse contexto, novos problemas acabam por encontrar um novo ambiente fértil para crescerem e se propagarem, como é o caso do cyberbullying

Uma pesquisa revela que um em cada dez adolescentes (13,2%) já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pensando na importância de proteger as crianças, a escola Teia Multicultural, localizada em São Paulo, promove aulas de ética na internet para ajudar os alunos a lidarem com obstáculos que existem no meio digital. “Frequentemente recebemos alunos muito machucados emocionalmente, provenientes de outras escolas. Além de todo tipo de dificuldade que as crianças podem enfrentar em suas relações com seus pares, os adolescentes ainda são prejudicados pelas redes sociais, que além de serem extremamente viciantes, mexem profundamente com a autoestima das pessoas”, explica Lucas Briquez, diretor administrativo da Teia Multicultural.

De acordo com a arte educadora e youtuber Gabi Cywinski o primeiro passo para combater o cyberbullying é sua identificação. “Eles criam duas contas. É nas contas fakes que o cyberbullying está acontecendo normalmente. Então, o primeiro passo é ensinar a usar a internet de uma forma consciente, empática e saudável. A gente faz isso destrinchando cada termo da internet e colocando os alunos para criarem em cima desses termos. Assim, eles mesmos podem visualizar o bullying e chegar em alguém para falar não só do que eles estão passando, mas do que colegas possam estar passando também”, opina.

Para a profissional, lidar com o cyberbullying é um trabalho de equipe realizado entre escola, família e alunos. “Os pais também precisam ter educação socioemocional, porque se os adultos não estiverem preparados para os baques que virão, iremos apenas piorar a situação”, explica Gabi.

Ainda segundo Briquez, a escola busca promover uma educação personalizada e que desparte a atenção dos alunos. “É comum que as pessoas tenham facilidade em aprender sobre aquilo que já gostam, e a partir do momento que uma criança percebe que tem facilidade de aprender algo fica muito mais fácil trazermos outros conhecimentos para ela. É muito difícil para qualquer pessoa estar em um lugar onde ela não é levada a perceber nenhuma qualidade própria”, pontua.

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