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Para planejar o retorno obrigatório das aulas presenciais no estado de São Paulo, a partir da próxima segunda-feira (18), especialistas recomendam que as escolas estejam atentas para construir uma escuta ativa e gentil para com esses alunos, que passaram 18 meses em casa.

 “Nesse momento de retorno das aulas, estabelecer ligações emocionais é de extrema importância. O objetivo é construir uma interação leve e amorosa, a partir da empatia perguntando como o aluno está se sentindo. Uma sugestão é fazer um check up emocional logo no início das atividades para que esta criança e/ou adolescente se sinta acolhido e construa senso de pertencimento, pilares importantes da saúde emocional”, sugere Andressa Santos, que é especialista em saúde emocional 

Escola deve construir escuta ativa e gentil durante retorno obrigatório, aponta especialista
Escola deve construir escuta ativa e gentil durante retorno obrigatório, aponta especialista

De acordo com a profissional, a saúde emocional dos estudantes nessa retomada presencial das aulas é tão importante quanto o cumprimento dos protocolos sanitários. “Esse período desafiador que vivenciamos de isolamento social fez com que mudássemos nossas vidas: rotina e espaço de trabalho, atendimento aos alunos e familiares, orientações aos educadores para as aulas remotas e outros. Este momento é oportuno para construir espaços de troca e de escuta no ambiente escolar, como uma rede colaborativa que todos possam falar e ser ouvidos”, orienta.

Andressa destaca ainda que muitos estudantes que ficaram em casa durante todo esse período, podem ficar mais inseguros neste momento, apresentando sintomas como desinteresse, medo, ansiedade, depressão e crise de pânico. “Neste momento é vital que escola e a família estejam juntas para apoiar este aluno a se sentir seguro para retornar à interação social e interesse pela escola”, pontua.

Nos casos de alunos que vivenciaram o luto durante a pandemia, Andressa afirma que contar com o apoio de um profissional especializado em saúde emocional pode ser fundamental para essa volta presencial na escola. “O que precisa ficar claro é que não existe receita mágica, a escola precisará entender como deve ser feito o acolhimento e proporcionar segurança emocional conforme cada necessidade de cada indivíduo, alinhando com o suporte e infraestrutura que a instituição tem disponível”, esclarece.

 

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