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A partir de projetos pedagógicos interdisciplinares, algumas escolas resolveram utilizar a linguagem audiovisual para alcançar os objetivos propostos pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular), e propuseram aos alunos o desenvolvimento de projetos de curtas-metragens.

Foi assim que surgiu, neste ano, o ‘1º Festival de Curtas da Escola da Ilha’, uma instituição localizada na cidade de Vitória (ES). “O projeto surgiu a partir de uma interação entre as disciplinas de Artes e Multimídias e buscou instigar os alunos do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental II, envolvendo não apenas essas, mas todas as demais disciplinas e objetivou desenvolver através da linguagem audiovisual novos olhares sobre temas do nosso cotidiano, abraçando a criatividade e o uso das novas tecnologias a favor da construção de novos conhecimentos”, explica a pedagoga e coordenadora da escola Sandra R. Freitas Nitz.

De acordo com a profissional, para que os estudantes pudessem promover o festival, o projeto se aproximou de diversos objetivos listados na BNCC, tais como: explorar ambientes virtuais e/ou aplicativos para construir repertório lexical na língua inglesa, Identificar evidências de transformações químicas a partir do resultado de misturas de materiais que originam produtos diferentes dos que foram misturados; dentre outros.

Realizado pelos alunos do 6º ao 9º ano, os curtas abordaram temas voltados para pandemia, viagens espaciais, personalidades, experimentos científicos, remake e esportes eletrônicos.

“A escola avaliou de forma positiva os resultados obtidos, por se tratar do 1º projeto de curta metragem realizado pela escola. Tivemos o engajamento dos alunos, se dedicando desde a escolha da categoria até a entrega da premiação.  Foram capazes de criar seus roteiros e elaborar seus curtas com a tecnologia acessível a cada um deles”, pontua a coordenadora. A apresentação completa do festival, que foi realizado on-line, está disponível no YouTube

Em São Paulo, estudantes se inspiram em Jumanji e gravam curta-metragem
Em São Paulo, estudantes se inspiram em Jumanji e gravam curta-metragem (Reprodução/Teia Multicultural)

Em São Paulo, estudantes se inspiram em Jumanji e gravam curta-metragem

Na escola Teia Multicultural, situada no município de São Paulo, os alunos do fundamental II se inspiraram no filme Jumanji e desenvolveram um curta-metragem, sendo responsáveis pela elaboração do roteiro, gravação e edição.

O tema abordado pelos alunos foi a tecnologia e a proposta foi inspirada no longa Jumanji, em que os alunos são transportados para um ambiente virtual. “Gostamos de trabalhar questões que são importantes para a humanidade. Então, conduzimos todo o processo para que o apelo desse filme tivesse um vínculo com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas)”, explica o empresário Lucas de Briquez, co-owner na Teia Multicultural 

Para a execução do curta-metragem, foram trabalhadas diversas áreas do conhecimento, como matemática, inglês, história, geografia, ciências e artes, além das habilidades propostas pela BNCC. “Trabalhamos a competência geral da cultura digital e habilidades sociais, por ser projeto coletivo e lidar com as percepções do outro, além de acolher as diferentes hipóteses e se organizar em relação a cronograma de prazo. Em outras palavras, diversas soft skills foram desenvolvidas”, completa Briquez. 

Entre os diversos softwares tecnológicos, os alunos utilizaram o teams e minecraft, além de várias ferramentas, como o discord para auxiliar na produção. O projeto final, que também está disponível no Youtube, encantou toda a equipe pedagógica e também as famílias dos estudantes. 

“Os alunos, além de vivenciarem recursos tecnológicos, como desenho digital, edição de vídeo, criação de personagens no minecraft, puderam perceber e se sensibilizar com o que acontece no mundo e quais os impactos gerados com essa tecnologia, e o que podemos tirar desses recursos para um mundo sustentável”, pontua a professora Talita Andrade.

 

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