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O professor da Escola de Educação da Universidade de Columbia (EUA), Paulo Blikstein, que também é diretor do Transformative Learning Technologies Lab (TLTL) e presidente-fundador da comunidade Ciências da Aprendizagem Brasil, acredita que a pedagogia é o que determina a qualidade da educação e não a tecnologia.

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, o educador refletiu sobre a utilização do uso das ferramentas tecnológicas durante o ensino remoto no período em que as escolas fecharam as portas por conta da pandemia. Entretanto, agora com o retorno das aulas presenciais na maioria das instituições de ensino, Blikstein indagou que é preciso refletir sobre o que foi emergencial e o que os colégios querem que seja efetivo no ambiente escolar.

Blikstein destaca que a escola tem um importante papel na vida das crianças, auxiliando a organizar o tempo e o espaço dos alunos. Ele ainda frisou que há pesquisas mostrando que a mediação humana é importante na vida escolar das crianças. “Nessa fase, não se aprendem somente conteúdos, mas também práticas de aprendizagem. Ainda se está aprendendo a aprender, ou seja, como monitorar o próprio aprendizado, quais fontes de conhecimento são mais adequadas para diferentes situações. Quando você é adulto e faz um mestrado a distância, tais habilidades já estão estabelecidas, por isso um modelo de aprendizagem autônomo funciona”, citou o educador na matéria produzida pelos jornalistas Alex Gomes e Ocimara Balmant.

O educador ainda pontua sobre o ensino híbrido ser o futuro da educação. “Muita gente diz que o futuro é a educação híbrida. Mas de qual ensino híbrido estamos falando? É fazer aula pela internet ou trabalhar com a pedagogia de projetos, empoderar o aluno? Você quer uma criança três horas por dia no Zoom e que vai para a escola uma vez na semana?”, questiona Blikstein, durante a entrevista ao Estadão.

Desafios na pandemia

Para Paulo Blikstein, foram quatro os principais desafios que surgiram após utilização da tecnologia nos processos educacionais durante este período pandêmico: a necessidade de diferenciar emergência de reinvenção; falta de estrutura e conectividade; a ausência de um ecossistema de formação de educadores e gestores de escola, que contemple as universidades, terceiro setor e pode público; e a importância de estabelecer leis para proteção de dados dos alunos.

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