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As escolas particulares já começam a se preparar para as campanhas de rematrículas e, com isso, precisam definir a porcentagem de reajuste da mensalidade escolar. Cinco instituições de ensino ouvidas pelo Ex News, afirmaram que o valor pode chegar a até 10%, como é o caso da Teia Multicultural, localizada em São Paulo.

Inicialmente, a escola fez um ajuste de 6% para as famílias que realizarem matrícula ou rematrícula até o final deste mês. “Quem realizar a matrícula ou rematrícula posteriormente terá que lidar com ajuste de 10%. Mas depende muito da convenção dos professores e do dissídio. Pode ser que paremos em 8%, ao invés de 10%. E pode ser que cheguemos em 12%”, Lucas de Briquez, CEO da Asas Educação e diretor administrativo da Teia Multicultural.

Por não ser uma tarefa fácil repensar na tabela de preços, a Alabama Consultoria Educacional promoveu uma live, em que o consultor Baiard Guggi Carvalho, que também é economista e publicitário, deu dicas de como definir o reajuste das anuidades para 2022. 

A primeira orientação de Carvalho refere-se aos critérios para definir os preços, que devem levar em consideração três pontos: os fatores internos, que estão relacionados aos custos; os fatores externos, que abrangem a concorrência; e a capacidade, que diz respeito ao orçamento familiar. “Decidir preço envolve olhar todos esses fatores”, explica o consultor.

O percentual da renda familiar destinada ao gasto escolar deve ser levado em consideração na hora de repensar a política de preços da mensalidade, na opinião de Carvalho. “Quantos por cento da renda da família é destinado à escola? Até 10% você tem uma clientela que está pagando a mensalidade com um certo conforto. Não está tão pesado manter esse preço. São escolas que podem até ganhar um orçamento maior das famílias, trazendo um curso bilíngue, mais esportes, por exemplo, porque são famílias que têm uma verba tranquila que é destinada para o orçamento familiar”, destaca.

Porém, se há um número considerável de pais e mães que destinam a partir de 20% do orçamento com a instituição de ensino, é um sinal de alerta. “Nesses casos, não adianta ficar agregando mais serviços, colocando robótica, por exemplo. Porque a família já não está aguentando pagar. Pode não ser uma boa estratégia”, exemplifica Maurício Berbel, sócio-diretor da Alabama.

Para Carvalho, a percepção que a família tem sobre os serviços educacionais prestados também influencia na tomada de decisão para reajustar a tabela de preços. “Isso tem que estar bem posicionado com marketing e atendimento, porque o atendimento da sua escola gera expectativas, conta sobre sua escola. Isso vai gerar percepção de valor e, então, a família vai comparar com os preços que têm na região”, esclarece.

 

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