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Celebrado nesta sexta-feira, 7 de abril, o Dia Nacional do Combate ao Bullying e à Violência na Escola ressalta a importância de buscar soluções para o problema. Um primeiro passo neste processo, segundo Esther Carvalho, diretora-geral do Colégio Rio Branco, é entender as diferenças entre bullying e conflito em ambiente escolar.

“Algo que não se restringe ao ambiente escolar, o bullying é uma ação intencional e contínua, que é executa visando causar danos a uma pessoa. Conta, ainda, com a atuação de um grupo, seja por incentivo ou por omissão. Neste caso, existe um desequilíbrio de forças entre os atores do problema, sendo o aluno agredido alguém que permanece numa condição mais fragilizada”, explica.

Diferente, no entanto, é o conflito. De acordo com Esther, o conflito é inerente ao desenvolvimento das relações humanas, tanto nas interpessoais, quanto nas intrapessoais. O conflito é causado por divergências, mas não apresenta, na maioria das vezes, desequilíbrio de forças entre os envolvidos.

“Ele é importante para o desenvolvimento do indivíduo porque nos tira do lugar confortável e nos faz crescer. Por isso, é fundamental trabalhá-lo de maneira construtiva e saudável”, ressalta.

Para se aprofundar sobre bullying e conflito escolar

A profissional destaca que os conflitos são processos naturais da vida. Aprender a solucioná-los faz parte do desenvolvimento do indivíduo, especialmente no ambiente escolar. “Para que as crianças aprendam a conviver e a fazer suas próprias escolhas, assim como a restabelecer suas relações, a escola deve servir como matriz de desenvolvimento dos aspectos sociais, ensinando respeito, empatia e ética”, destaca a educadora.

O bullying pode se estabelecer de diferentes maneiras. Por isso, no ambiente escolar, é fundamental que o tema seja abordado cuidadosamente, considerando que envolve três atores: o agressor, o agredido e o grupo.

“A escola deve tratar a questão de maneira sistêmica, envolvendo os estudantes, os educadores e as famílias. Saber diferenciar bullying de conflito é fundamental para que sejam direcionadas ações assertivas e efetivas, para que as crianças e jovens se fortaleçam e se desenvolvam em sua plenitude”, reforça.

 

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