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O anúncio do cronograma para a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos, no estado de São Paulo, deixou as escolas ainda mais confiantes para receber este público a partir do segundo semestre. Algumas instituições de ensino, como a Poliedro Educação, já estudam a possibilidade de incluir atividades extras, além das aulas presenciais.

“Já estamos pensando em realizar atividades mais práticas, como educação física presencialmente, mas com distanciamento. Precisamos estruturar atividades além das aulas, porque faz toda a diferença na vida desse jovem estudante. Cria uma empatia muito maior pela escola. Ele ainda consegue fazer mais amizades e desenvolver competências e habilidades que estão muito além da sala de aula”, afirma Luis Gustavo Megiolaro, que é diretor-adjunto de Unidades Escolares do Poliedro.

Além de as escolas terem boas expectativas com a vacinação dos adolescentes, Megiolaro também acredita que as famílias ficarão mais confiantes para mandar os filhos para os colégios. “Quando todos estiverem vacinados, quando a curva de contaminados diminuir bastante, isso vai dar uma confiança e uma segurança muito maior, não só para as famílias, mas para os professores e funcionários também. Com isso, vamos garantir aos alunos algo que é muito importante: a escola física”, ressalta.

Volta às aulas presenciais ainda não é obrigatória
Apesar de o retorno para as aulas presenciais ainda não ser obrigatório no estado de São Paulo, a diretora escolar Ericka Corrêa Vitta, que atua no NEI (Núcleo de Educação Integrada) Fundação Romi, de Santa Bárbara d´Oeste (SP), afirma estar com boas expectativas com o cronograma da vacinação dos adolescentes, pois considera importante a escola presencial para os estudantes nesta faixa etária.

A convivência entre eles é muito importante. Embora o trabalho remoto tenha dado seus passos, foi um avanço para a educação, nada substitui a convivência com os professores no presencial, com os amigos, as relações sociais e a inteligência socioemocional”, destaca.

Até o mês de agosto, o governo paulista deve decidir quando será obrigatória a volta às aulas presenciais.

Com ampliação, escolas reforçam protocolos
Com a possibilidade de aumentar a capacidade de alunos atendidos presencialmente nas escolas, as instituições de ensino já estão se preparando para o segundo semestre e planejam estratégias para reforçar os protocolos.

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