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Os principais impactos socioemocionais pós-pandemia vivenciados atualmente no ambiente escolar foi um dos painéis realizado nesta quarta-feira (20), durante a Educa Week, o maior evento de educação básica do Brasil. Nesta quinta, haverá uma discussão sobre os desafios para redução do impacto socioemocional dos estudantes de escolas públicas. As inscrições podem ser feitas no site do evento.

De acordo com Viviane Flores, diretora do Colégio Santo Américo, um dos principais desafios nesta volta às aulas presenciais é a acolhida. “Precisamos pensar de que maneira podemos acolher as necessidades socioemocionais e a saúde mental dos colaboradores e dos estudantes. O impacto da pandemia é para todas pessoas”, pontua.  

Viviane conta, ainda, que as crianças estão mais agitadas, assim como os jovens. “É comum ver as crianças correndo, muito agitadas, assim como os jovens. O tom de voz alterou, a forma como eles se relacionam está alterada. E temos discutido de que maneira temos que lidar com essa nova realidade, que não pode ser considerada como indisciplina”, ressalta.

Líder do Colégio Galois, em Brasília, Dulcineia Marques considera que, no momento, o que as crianças mais precisam é da interação social. “A escola é o lugar onde elas fazem essa interação saudável e segura”, afirma.

Oportunidades – Depressão, apatia e ansiedade. Foi assim que muitas crianças e adolescentes retornaram para escola, após o longo período de isolamento social. Entretanto, apesar de todos os impactos negativos provocados pela pandemia, Maria Estela Zanini, diretora Colégio Bandeirantes, acredita que é necessário olhar para esse momento e enxergar as oportunidades que surgiram. 

“Um dos legados foi o uso da tecnologia. A maioria dos professores está lidando muito bem com tecnologia, porque eles aprenderam a fazer vídeo aula e aprenderam a usar aplicativos”, cita. Para Maria Estela, os gestores escolares devem refletir quais pontos conquistados durante a pandemia devem permanecer no processo educacional. 

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