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Com o objetivo de evitar a evasão no ensino médio, o governo de São Paulo lançou nesta quinta-feira (19) o Bolsa do Povo Educação para os estudantes mais vulneráveis do ensino médio da rede estadual de ensino. O programa, que prevê o pagamento de R$ 1 mil por ano letivo, é um auxílio para as famílias superarem os desafios educacionais e financeiros provocados pela COVID-19.  

Dados da Secretaria de Educação indicam que há 3,5 milhões de estudantes matriculados na rede estadual de ensino, sendo cerca de 770 mil em situação de pobreza ou extrema pobreza. Destes, 1,2 mil estão no ensino médio, sendo 267 mil em vulnerabilidade.  Ainda segundo a pasta, o ensino médio é a etapa em que são registrados os maiores índices de evasão escolar. Um relatório do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2017, mostra que 26,5% dos jovens do estado paulista não terminaram o ensino médio.

Ao todo, serão investidos R$ 400 milhões no programa, com aportes de R$ 100 milhões ainda em 2021 e de R$ 300 milhões próximo ano letivo. Com o benefício, a expectativa é manter na escola os jovens matriculados no ensino médio, estimulando a participação nas atividades escolares e, consequentemente, melhorando a aprendizagem.  

De acordo com informações da assessoria de imprensa, os pagamentos serão feitos proporcionalmente ao ano letivo e estão condicionados à frequência escolar mínima de 80%, somado à dedicação de duas a três horas de estudos pelo aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP) e à participação nas avaliações de aprendizagem. Os estudantes da 3ª série do Ensino Médio devem ainda realizar atividades preparatórias para o ENEM. 

As inscrições para o programa poderão ser realizadas entre 30 de agosto e 10 de setembro pelo site https://www.bolsadopovo.sp.gov.br/. Poderão se inscrever todos os alunos regularmente matriculados no ensino médio e na 9a. série do ensino fundamental da rede estadual de ensino e inscritos no Cadastro Único – CadÚnico.

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