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Com o objetivo de combater a desinformação, um projeto da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP leva a escolas conceitos e noções sobre os estágios da pesquisa científica, com o conteúdo apresentado de forma on-line por alunos e professores da Universidade de São Paulo. A partir das aulas, é esperado que os alunos sejam capazes de discernir o que é certo e errado, o que faz ou não sentido, dentro do contexto científico atual. 

A primeira experiência do projeto Embaixadores da Ciência foi desenvolvida em parceria com o Colégio Marista a partir da apresentação de vídeos e lives que abordam os princípios básicos das vacinas e os perigos da desinformação. A professora Carolina Aires, da FCFRP, uma das coordenadoras da iniciativa, diz que o projeto, iniciado em 2021 com a participação de 40 estudantes, continua este ano no Colégio Marista e será apresentado também para outras escolas fora do Estado de São Paulo. “A intenção é atingir cada vez mais escolas.” 

Wasim Aluísio Prates-Syed, graduado pela FCFRP e atualmente pós-graduando do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, explica que “ao final de cada ciclo do projeto, os alunos produzem um trabalho de divulgação científica (vídeos e informativos) para a comunidade escolar, desbancando uma fake news e utilizando o pensamento crítico despertado a partir do conteúdo ensinado nas atividades do projeto”.

De acordo com o pós-graduando, através das atividades de divulgação científica os alunos, além do conteúdo, “aprendem formas de pesquisar e transformar o conteúdo científico em um material mais amigável para o público leigo, promovendo a circulação de informações corretas e verificadas”.

Para Syed, a melhor parte do projeto é ver o trabalho desses estudantes, que são jovens e totalmente imersos nas redes sociais. “Assim podemos mostrar que essas ferramentas eletrônicas e sociais são úteis para o conhecimento como um todo, além de ser uma forma de atraí-los para o ensino superior e até atualizarmos o meio acadêmico, e sobretudo mostrar que, mesmo jovens, eles têm um alto impacto social!”

Guilherme Yuzo Hirano Nisiyama, de 14 anos, aluno do 9º ano e participante do projeto, diz empolgado ao Jornal da USP que uma das melhores partes do projeto Embaixadores da Ciência foi ter atuado como divulgador científico, que lhe possibilitou “lutar por uma grande causa”. Citou como exemplo as informações recebidas sobre vacinas. “O trabalho em equipe e as pesquisas em fontes confiáveis foram de extrema importância para agregarmos muito conhecimento ao final da nossa participação no projeto, principalmente através da interação com os  professores da Universidade.”

As informações sobre vacinas também chamaram a atenção do estudante Gabriel Henrique Ariede Reinhardt Graciano da Silva, também de 13 anos e aluno do 9º. Para Silva, “saber mais sobre ciência nos ajuda a não cair em fake news”.

E Guilherme complementa que “devemos sempre encorajar as pessoas a procurar conhecimento em fontes confiáveis, visto que desde o início da história da vacinação circulam lendas urbanas que prejudicaram a diminuição das pandemias ao longo dos tempos”.

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