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 A saúde financeira das instituições de ensino foi tema de mais uma edição do Conecta Escolas Exponenciais, maior evento on-line de educação do Brasil. Realizado na tarde desta quarta-feira (1), o debate contou com a participação de três gestores: Lorenzo Gemma, diretor administrativo da Escola Italiana Eugenio Montale, de São Paulo; Larissa Laino, que é sócia mantenedora do grupo AVIVA, também localizada em São Paulo; e Leandro Costa, que é coordenador na Escola Interativa, de Londrina (PR). O evento está disponível no youtube.

Um dos assuntos abordados foi a dificuldade financeira que a pandemia trouxe para as escolas. Com cinco unidades voltadas para a educação infantil, Larissa contou que a escola chegou em 30% da receita, devido à perda de alunos durante este período.

“Estamos passando por fase de reconstrução. Como atendemos crianças de 4 meses a 5 anos, sofremos uma perda considerável pela pandemia com a desistência dos alunos pelo extenso período em que a escola esteve fechada. Fizemos toda adaptação do trabalho on-line, mas a realidade do on-line não fazia sentido por ser crianças muito pequenas”, pontua. De acordo com Larissa, foi apenas neste ano, com a reabertura das escolas e com a matrícula de novos alunos, que a receita começou a ser retomada.

Durante o período em que as aulas presenciais foram suspensas, Costa lembra que a Escola Interativa chegou a ter uma evasão de aproximadamente 70 alunos, principalmente da educação infantil, em que até os 4 anos não existe a obrigatoriedade da matrícula. “A educação infantil passou pela evasão. Mas o que nos manteve com a situação financeira em dia foi a comunicação. Nos aproximamos muito mais da família. Na educação infantil, falamos para os pais sobre a importância da preservação da infância desse aluno com a escola. Foi um atendimento mais personalizado”, destaca.

Na Escola Italiana Eugenio Montale, Gemma afirma que também foi necessário ter ações incisivas para manter a saúde financeira da instituição. “Estabelecemos um desconto emergencial para famílias que tiveram redução de renda ou perda de trabalho, além de redução salarial que atingiu todos os colaboradores. Também não reajustamos as mensalidades, o que garantiu um certo equilíbrio, que esperamos que se consolide neste ano e no próximo”, ressalta.

Política de descontos

Localizada em Londrina, a Escola Interativa opta por não manter uma política de descontos. “Mantemos valor agregado pedagógico, justificando o valor da mensalidade com todo aparato que a escola oferta para o aluno”, afirma Leandro Costa. Segundo ele, a inadimplência no colégio é baixa, ficando em torno de 5%. “Quando acontece atraso no pagamento, mandamos mensagens automáticas pela agenda digital e quando a família estende o atraso, marcamos um atendimento presencial para entender o que está acontecendo”, explica.

 No grupo AVIVA, Larissa Laino explica que são oferecidos descontos para pagamento à vista do ano letivo e desconto para plano semestral com pagamento em duas parcelas. Na escola, a inadimplência anual registra taxas que chegam no máximo em 2%. Para os atrasos, as famílias são comunicadas por e-mail, com um lembrete do boleto, e caso não seja efetuado o pagamento, é realizada ligação e feita proposta para o acerto. “Usamos a ClassApp para emissão dos boletos, o que possibilita uma fácil visualização dos boletos vencidos”, completa.

Já a Escola Italiana Eugenio Montale possui três modalidades de desconto: pelo pagamento em dia; quando há mais de um filho matriculado; e desconto para pais que indicarem a escola, quando há efetivação da matrícula. “O incentivo para o bom pagador constitui vantagem econômica ao longo do ano”, acredita Lorenzo Gemma. O colégio deve fazer um reajuste entre 8% e 10% nas mensalidades para o próximo ano letivo.

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