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Alongamento passou a fazer parte da rotina dos alunos da escola Teia Multicultural, em São Paulo. Assim que eles chegam no colégio, vão logo mexer o corpo, assim como separam um tempinho no período da tarde para a prática, que surgiu com o intuito de trabalhar a educação socioemocional.

Esse foi um dos projetos implementados na instituição de ensino, após perceber que a saúde mental dos pré-adolescentes e dos adolescentes estava prejudicada, como consequência da pandemia da Covid-19.

De acordo com Lucas de Briquez, empresário e diretor administrativo da escola, os alunos que mantiveram o ensino remoto em 2021, estão com mais dificuldades emocionais neste ano. Por isso, algumas iniciativas foram intensificadas para trabalhar o socioemocional dos estudantes.

Além do exercício, a escola criou o “Boletim Socioemocional”. Trata-se de uma ferramenta em que os alunos fazem uma autoavaliação e os professores também avaliam as questões ligadas à saúde mental dos estudantes.

“É um retrato de como ele está naquele momento, para que, depois, a partir de alguns estímulos realizados por parte da escola, possamos verificar se houve uma melhora ou se devemos partir para outras tentativas”, explica.

A escola ainda implementou o “Ser e Estar”, que tem o intuito de os adolescentes perceberem que o que eles são é diferente de como eles estão. “Ele sente uma emoção, mas ele não é aquela determinada emoção. Isso tem auxiliado os nossos alunos”, pontua.

 

Socioemocional em sala de aula

 

Briquez também adotou uma nova estratégia ao final de todas as aulas na sexta-feira. Ele pede para cada aluno contar algo de positivo que ocorreu durante a semana e o que eles aprenderam com isso.

No Projeto de Vida, Briquez conta que tem utilizado a neurociência para que os adolescentes compreendam a importância de manter a qualidade de vida para favorecer a saúde mental.

“Tenho mostrado a importância dos hábitos saudáveis e como eles interferem no socioemocional, porque muitas vezes se queixam que não estão se sentindo bem, que estão ansiosos e deprimidos. Mas percebo que não possuem rotina saudável”, explica.

Para se aprofundar sobre este assunto, confira o artigo: “Saúde mental: 6 sugestões de atividades para ajudar os estudantes”.

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